A Música e o Quotidiano no Tempo dos “Pilares da Terra” de Ken Follet
A Nova Acrópole convidou, no passado dia vinte sete de Abril, o professor Américo Cardoso, músico e medievalista, para a realização de uma conferência no espaço D. Dinis sobre a música e o quotidiano na época medieval. O conferencista considerou a obra de Ken Follet os “Pilares da Terra” como uma das mais completas sobre a idade média. Um retrato fiel da vida medieval, sem as fantasias tão comuns nas obras actualmente realizadas sobre a época. Mostra-nos a vida quotidiana do povo, as trocas comerciais, a enorme influência do clero sobre o povo quer do ponto de vista espiritual quer do ponto de vista comercial. Retrata também o papel da mulher, como as guardiãs do castelo quando os homens tinham de ir para as guerras, sendo elas que muitas vezes tinham que aguentar os cercos. Também eram elas que detinham o conhecimento das formas curativas através das ervas e chás, muito sofrendo por isso, uma vez que a medicina era vista como uma forma de feitiçaria.
Steve Jobs, um Génio e um Filósofo?
No passado dia Vinte de Abril 2012 realizou-se na sede da Nova Acrópole, em Lisboa, mais uma conferência proferida por Cláudio Craveiro, cujo tema era Steve Jobs um Génio e um Filósofo? O Orador começou por fazer uma breve descrição dos factos biográficos mais marcantes da sua vida, no entanto, um dos pontos mais interessantes desta conferência foi, talvez, o olhar mais profundo da psicologia e filosofia de vida de Steve Jobs. Considerado uma pessoa com uma mente económica, direccionada para objectivos, mas também uma pessoa que sempre procurou a Sabedoria, chegando a empreender uma viagem à Índia em busca de um mundo mais espiritual. Entrou em contacto com o budismo Zen e compreendeu a essência da diferença entre o acumular de conhecimentos e Sabedoria. Na busca da espiritualidade encontra a meditação e aprende a acalmar os seus pensamentos e a deixar que a racionalidade desse o espaço necessário à sua mente para que a intuição pudesse crescer.
Workshop Meditação e Concentração
Sendo a meditação um conceito recentemente popularizado no ocidente, e constituindo uma prática cada vez mais comum, torna-se pertinente clarificar o que significa meditar. Foi este o mote para o Workshop ministrado por Cleto Saldanha no espaço D. Dinis, na Nova Acrópole de Lisboa, na manhã do passado dia 14 de Abril.
O orador começou por fazer a distinção necessária entre exercícios de atenção-concentração e exercícios de meditação, afirmando que os primeiros não têm qualquer vínculo místico constituindo-se como a reeducação da mente, imprescindível para os segundos. O estado de calma, de uma mente já apaziguada e harmoniosa, é pois um passo prévio e fundamental à meditação que, nas suas palavras, consiste, idealmente, em exercitar a mente “na permanência sobre um tema escolhido, de preferência com um significado profundo e espiritual para que este se possa desenvolver na consciência mediante toda a sua riqueza de significado e contribuições”.
Uma Nova Mulher, Uma Nova Intuição
No passado dia 10 de Março, a Nova Acrópole de Lisboa celebrou o dia Mundial da Mulher. Consistiu num Sábado aberto com vários seminários, dedicados às emoções, às danças do mundo, à arte floral e à poesia. Foi um dia em que se celebrou e reflectiu sobre as diversas dimensões do universo feminino.
O primeiro seminário foi conduzido por Carmen Morales, Instrutora da Nova Acrópole Lisboa e Terapeuta de Florais de Bach, sob o tema, como lidar com as emoções. Carmen abordou de uma forma acessível, uma temática complexa, através de uma perspectiva filosófica-prática. Primeiro desmistificou alguns conceitos relativos às emoções. Nomeadamente, que não podem ser trabalhadas.
Depois refletiu sobre o conceito de inteligência emocional, do ponto de vista de um filósofo. Os problemas no desenvolvimento da inteligência Emocional. E conselhos, para desenvolver a Inteligência emocional. Abordou os níveis de consciência do Ser Humano, as polaridades e complementaridades Homem-Mulher. Os benefícios de ter uma psique harmonizada. Como trabalhar com as emoções. Tipos de fenómenos afectivos, emoções e sentimentos. E, a psique Feminina.
Noite de Poesia e Piano – “Deuses de um Mundo Antigo Poemas Lusitanos de um Mundo Novo”
A Nova Acrópole de Lisboa organizou, no passado dia 24 de Fevereiro, pelas 19h30, um recital de poesia subordinado ao tema “Deuses de um mundo antigo. Poemas Lusitanos de um mundo novo”. O programa integrou vários poemas de autores portugueses, nomeadamente de Antero de Quental (Visões! Sonhos antigos!, parte I e VI), Sophia de Mello Breyner (Os Gregos; Crepúsculo dos Deuses; Apolo Musageta; “Quem és tu assim”; “Como uma flor vermelha”; “És como a Terra Mãe”; Dioniso; Mar; Mar Sonoro), Florbela Espanca (Panteísmo; À Morte), Augusto Casimiro (Campos Elísios), Gomes Leal (Hino ao Sol), Guerra Junqueiro (Oração à Luz), Miguel Torga (Ao Fogo; A Beleza; Identificação), Natália Correia (Ode à Paz) e Fernando Pessoa (“Vem a noite”; “Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro”; O Eu Profundo). Fomos brindados por exemplos expressos de verdadeiros poetas lusitanos que conseguiram captar ideias muito profundas sobre os Deuses e dar-lhes vida, trazendo assim luz à vida humana e, concomitantemente, revelando à sensibilidade humana o encanto das forças e essências inteligentes da Natureza.
Conferência “ Crise das relações humanas – Problemas e soluções”
No passado dia 17 de Fevereiro, a Nova Acrópole Lisboa abriu as suas portas para realizar mais uma das diferentes actividades públicas que tem vindo a celebrar nas tardes de sexta-feira. Nesta ocasião pudemos assistir à conferência intitulada “Crise das relações humanas – Problemas e soluções”, por Selma do Nascimento, filósofa e membro da Nova Acrópole.
O tema foi abordado na sua vertente mais prática: quando e onde começou a crise das relações humanas? Longe de se perder em justificações sem sentido, a conferencista assinalou a actual perda de valores como causa directa do problema. Como consequência dessa perda de valores, afirmava, o ser humano desconectou-se de si mesmo e perdeu o rumo, esquecendo-se dos objectivos da sua vida. Ao não ter claro qual é a sua missão na vida, anda perdido, desconcertado e arremete contra os outros porque se tornou frágil.
Como Lidar com a Depressão
No passado dia 10 de Fevereiro, o espaço D.Dinis, na sede da Nova Acrópole de Lisboa foi palco de uma conferência proferida por José Ramos, médico de Medicina Tradicional Chinesa e também Director da Nova Acrópole de Coimbra. O tema abordado não poderia ser mais actual: como lidar com a depressão.
O conferencista começou por desmitificar o que pensamos ser estar deprimido, afirmando que um dos maiores enganos actuais é precisamente pensarmos que estamos deprimidos, quando o que verdadeiramente sentimos é mal-estar. Esse mal-estar é causado pelas dificuldades e problemas que fazem parte da Natureza Humana o que, erradamente, é utilizado como sintoma e, portanto, como base de diagnóstico de doença mental. Como solução, surge o fácil e apelativo caminho da medicação que acaba por nos afastar cada vez mais do problema, aumentando assim as dificuldades que teremos em lidar com ele.


