FOTOsophia – imagens de autoconhecimento

Realizou-se de 3 a 26 de Julho de 2013, na Casa Municipal da Juventude e com o apoio da Nova Acrópole de Aveiro, a exposição FOTOsophia – imagens de autoconhecimento, da autoria da fotógrafa Stelya Pereira.

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Costuma-se dizer que “uma imagem vale mais do que mil palavras”, mas e se pudéssemos unir a imagem e a palavra para abraçar o autoconhecimento? Esta exposição deu a resposta a essa pergunta, pela união entre fotografia e filosofia (de philosophia, palavra grega criada por Pitágoras, que sentindo imprópria e presunçosa a expressão sábio, designou-se como sendo o amigo ou amante da sabedoria, aquele que a procura, ou seja, um filósofo).

Sob o olhar atento do público, a exposição procurou despertar nestes a postura filosófica da procura prática da verdade e do sentido da vida, pela observação e reflexão sobre a dialética imagem/essência que foi trabalhada nos conjuntos expostos. Desenvolver a capacidade de observar a Natureza, e descodificar os seus símbolos imagéticos pela reflexão guiada através das belas e poéticas frases do filósofo indiano Sri Ram, foi o proposto nesta exposição. Cada fotografia procurou ser o espelho da ideia contida em cada frase de Sri Ram, abordando temas tão diversos como a sabedoria, a ilusão, o conhecimento, o desejo, a Vida, a auto-confiança, a beleza, o sacrifício, a simplicidade, o futuro, a liberdade, a sensibilidade, os ideais, as limitações, os apegos, a paz e as máscaras que cada um comporta no decurso da vida, entre outros.

Uma das fotografias preferidas pelo público, centrou-se num tema que actualmente preocupa a muitos. Intitulada “O Futuro”, a fotografia surgia acompanhada da frase de Sri Ram: “Contemplar sem medo o que está por vir, o que pode vir, é em si mesmo uma condição de sabedoria. Estar oprimido pelo que pode acontecer no futuro, imediato ou remoto, é perder ou destruir o presente.”, apelando assim para a eliminação consciente das projecções mentais que podem ou não concretizar-se, mas que geram logo à partida ansiedade e medo, impedindo-nos assim de viver de forma plena e activa e de procurar soluções no presente.

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A exposição, classificada pelo público no livro de honra de “imagens e palavras para a alma”, onde esteve patente a “diferença entre olhar e ver”, desper

tou no público “sentimentos de amor, de generosidade, de beleza, de espanto” e ge

rando comentários como: “´É na simplicidade que encontramos as coisas mais belas e, é ao caminharmos pela vida que vamos captando e contemplando todas essas paisagens, gestos, olhares, natureza e momentos que nos devolvem a beleza que em si encerram” ou ainda, “As palavras não são o suficiente para expressar a sensibilidade e o mais profundo pensamento que se tira ao admirar esta bonita exposição de lindas fotografias, desta artista que até hoje eu desconhecia e que me conquistou pela sensibilidade e riqueza de imagem/pensamento.”

Foi assim que os visitantes puderam “decifrar a mensagem escondida na imagem” e ter uma experiência diferente do habitual, pelo exercício da fotosophia.

 

Nova Acrópole Aveiro: Stelya Pereira

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